segunda-feira, 4 de abril de 2011

Poukaterra

O comboio é um escorrega que baloiça saloio

Entre choques de trigos e cheias, passeantes de choupos da segunda-feira

Pouka terra pouka terra

Pontes, postes, sanitários- banheiras e laranjeiras anãs dopadas

Em condomínios fechados

Na berma dos carris, carruagens abandonadas

Quanto falta para (não) chegar a casa?

Pouka terra pouka terra pouka terra

Gruas, ruídos, estantes de rumores

Cabos, fins, exaustores

Não me canso não me canso não me canso

Nem alcanço a próxima paragem

A pasta do fiscal, um sinal e sinto-me picada

Por um roxo improvável na janela da fachada

Uma água em ângulo escaleno, contraceno com a bandeira de Portugal

E vedações, roupas a secar

Um presidente solidário, não se esqueça de votar

E logo recomeça o jogo aos dados

Dos quarteirões homologados

Kosmos intermarché

Supra-elevadas, matas, tanques

Containers vadios

Vazios e Graffitis, romãs e julietas

Vapor que não é neblina, nicotinas devaneadas

Janelas alistadas e mais vapor

Pavor misto

AUTO-LAVAGEM:

Uma viagem de comboio é isto

O resto é paisagem.

E antes que a Vasco da Gama acorde o último peixe

Vejo o feixe

De luxo do Oriente engolido pela manhã nascente.

E no jornal mais uma guerra

Pouka terra pouka terra pouka terra

­­­­­­­­­­­­_______________________________________

Paola D'Agostino (Mato de Miranda, 10/01/2011)



sexta-feira, 18 de março de 2011

Outra critica | Another review

Esta vez na revista Paixão pelo Vinho | Wine Passion:

Terrus, DOC Tinto 2006

15,5

Cor: Rubi intenso, limpo.

Aroma: Fresco, frutos vermelhos, ligeiro vegetal, especiarias.

Sabor: acidez refrescante, taninos algo secos, frutos pretos mais evidentes, termina longo.

_________________________________________________

This time in the magazine Paixao pelo Vinho | Wine Passion:

Terrus, DOC Red 2006

15.5

Colour: Clean, intense ruby colour.

Aroma: Fresh, red fruits, slight vegetable, spices.

Flavour: Refreshing acidity, somewhat dry tannins, more noticeable black fruits, long finish.

domingo, 30 de janeiro de 2011

E o Terrus 2006 também teve uma crítica muito positiva, do Miguel Pereira no seu site Pingamor:

Terrus tinto 2006

Temos aqui mais uma nova marca douriense, sendo este vinho a segunda colheita consecutiva da casa. Projecto familiar, tem a Quinta do Fundo da Vila, Baixo Corgo, como cenário e terroir destes vinhos que prometem dar que falar. É um dos produtores integrados no Douro4U, um projecto criado por 5 empresas/produtores para divulgação dos seus vinhos. A enologia, como se passa nos restantes produtores, está a cargo de Francisco Montenegro, neste caso sobrinho de Maria da Assunção Foy, proprietária da quinta.

Fiquei rendido ao vinho. As uvas de Touriga Nacional, Touriga Franca, Sousão e outras, provenientes de um solo granítico e com estágio de cerca de 12 meses em barricas de carvalho francês, deram origem a um belíssimo vinho, com uma elegância impressionante. Sentimos no copo a calma, a fruta madura e fina, as especiarias que nos trazem complexidade, a acidez que nos puxa para a mesa. Uma excelente surpresa, uma aposta mais que certa para quem busca muita qualidade e muita elegência. Fiquei fã. (93)

[Obrigado ao Ricardo Maneira por nos ter chamado a atenção a esta crítica.]

Keeping it in the Family

O Bétula 2009, vinho branco de Catarina Montenegro (sobrinha da São Foy) recebeu um bela critica da Maria João de Almeida:

Bétula branco 2009 (Douro) – Catarina Montenegro (Provado em Janeiro de 2011)

No aroma revela notas de fruta tropical madura, apontamentos vegetais e alguma especiaria. No paladar é cativante e envolvente, revelando fruta de qualidade e mineralidade que lhe dá elegância. Boa acidez e madeira bem integrada. Muito gastronómico.

Nota: 84 Pontos

Siga este link para ver mais.

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Michelle Letowska and Vivien Opiolka

For a few years now my mother has started pointing out how much labour goes into making food and drink. Anything we put on our table, be that a plate of vegetables, a piece of meat, or a bottle of wine. I’m too lazy even to cook, which is actually small effort compared to the work that goes into getting food and drink to the point of being ready to be sold, or cooked, or opened. I don’t know whether my mother knew this all along, or whether she realised this when she started working on the land she had inherited with the view to planting a vineyard with the idea of making wine, or whether she stopped taking this fact for granted.

It seems fitting, with Thanksgiving just passed and with Christmas at the gates, for me to be thankful, truly, for whatever blessings I have been graced with, which are always many, I think.

I am writing here about Vivien and Michelle because they have both been to Fundo de Vila and have contributed a little to the farm and to the making of Terrus. I co-organised the ZAAT Mostra de Artes Visuais e Sonoras 010 www.zaat.net, which is currently taking place in Lisbon, and I invited Michelle and Vivien, both artists, to exhibit some of their works. Their exhibition “Intimacy & Solitude” is at the architects’ office 71Arquitectos www.71arquitectos.com, and below are some photographs.




















Drawings by Michelle Letowska. Photographs by Vivien Opiolka.